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| | Cunepre
 
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| Massa:
2 x.chá
farinha de trigo
2 gemas
2 c.chá.
sal
leite
(cerca de 400 ml)
Molho:
1 c.s. óleo
1 cebola média
1 dente de
alho
3 tomates
1/2 pimento
verde
1 c.s.
concentrado de tomate
2 c.s.
azeite
1 c.s.
vinagre
sal,
pimenta-do-reino, manjerona, orégão, salsa, cebolinha, uma
pequena pitada de
cravo-da-índia, se desejar.
queijo
ralado para polvilhar |
Massa:
Misture numa tigela a gema, o
sal e a farinha de trigo peneirada.
Acrescente o leite aos poucos,
misturando bem, até obter uma massa lisa e de consistência de um creme
espesso.
Verta colheradas de massa numa
panela com água bem quente (mas não em ebulição), deixando cozer até
que flutuem.
Molho:
Refogue a cebola (cortada
grande) no óleo, juntando o alho amassado para dourar.
Junte o pimento e os tomates,
deixando-os cozinharem até os tomates estarem quase desmanchados.
Tempere com o sal e as ervas
(sugerimos usar todas as ervas com parcimónia, excepto a manjerona).
Adicione o concentrado de
tomate, o azeite e o vinagre.
Se necessário rectifique o
sal.
Montagem:
Conforme forem ficando cozidos,
retire os cunepres da água com o auxílio de uma escumadeira e
disponha-os numa travessa, em camadas alternadas com o molho.
A primeira e a última camada
devem ser de molho. |
| Esta
receita foi herdada da cozinha da minha sogra, e tem história lá na
Família. Conta-se que um antepassado, vindo da Áustria para o Brasil,
lá se casou e constituiu família. Como seria normal, sempre lembrava e
comentava dos comeres da sua terra natal.
Tanto falava em um prato de que
gostava acima dos outros que a sua esposa fez os melhores esforços para
conseguir compreender o que o marido lhe explicava e reproduzir o tão
apreciado petisco.
Desde que ouvi contarem esta
história pela primeira vez, sempre imaginei o senhor, que obviamente nada
entendia de farinha, ovos e leite, sentado em um lado da mesa, tentando
pacientemente explicar como era o resultado do que queria. E à sua
frente, a esposa, misturando e cozinhando, noite após noite, o que ela
imaginava que seria a combinação ideal de um prato que, na verdade, nem
sequer sabia o nome...
Penso que a receita acabou sendo
reinventada, e com um resultado muito longe do original. Na Áustria e
também na Alemanha, perguntei insistentemente a muitas pessoas se
conheciam um prato antigo com esse nome, ou com um nome ao menos parecido.
A resposta foi sempre negativa.
Afinal, esta é uma receita que
tem muito mais história que o trabalho que dá a preparar... |
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