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RENIZA Newsletter n.º 5
Chega de lixo na sua caixa do correio

Fevereiro de 2001

Esta é sua edição mensal da RENIZA Newsletter.
Copyright © 2000 Renato P. dos Santos

Obrigado por convidar-me para a sua caixa de correio electrónico!

Neste número:
- Editorial
- Artigo - Chega de lixo na sua caixa do correio
- Novidades neste site - programa SempreEmForma grátis
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EDITORIAL

Estou farto de receber mensagens publicitárias não solicitadas,
mensagens sobre esquemas de enriquecimento rápido, sobre vírus
que não existem, 'correntes' que me trarão muito azar se não
der seguimento, etc. Você não, Renato?

Veja qual é a situação deste problema e o que pode fazer de concreto
a respeito. Chega de lixo na nossa caixa de correio!

Até Março!.

Renato P. dos Santos
Editor
RENIZA Newsletter
newsletter@reniza.com

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ARTIGO - Chega de lixo na caixa do correio

Aposto que já recebeu mensagens a anunciar produtos que não desejava, a contar anedotas que não achou graça, ou com belas imagens que levaram largos minutos a carregar. Eu também.

Como já deve saber, são conhecidas pelo nome de spam, palavra que também designa a carne enlatada fabricada pela Hormel, devido a um episódio da série televisiva dos Monty Python em que essa carne foi tantas vezes mencionada que obliterou todo o resto do programa. Da mesma forma, o spam e-mail podem ultrapassar a capacidade de nossa caixa do correio.

O número dessas mensagens tem vindo a crescer exponencialmente nos últimos anos. E tende a piorar. A Júpiter (http://www.jup.com/) estima que o utilizador médio receberá cerca de 1.600 mensagens comerciais em 2005!

Pior ainda, nós, utilizadores, estamos a pagar, inconscientemente ou não, cerca de dois mil milhões de contos (10 mil milhões de euros) por ano em custos de ligação só para recebermos correio electrónico não desejado, segundo estudo realizado pela Comissão Europeia (http://www.europa.eu.int/comm/internal_market/en/media/dataprot/studies/spamstudy.pdf)!

Isso sem contar o tempo que perdemos à espera.

Apesar disso, curiosamente, os mesmos utilizadores que protestam veementemente contra projectos de taxas governamentais sobre o correio electrónico e que reivindicam aumento de largura da faixa nos canais que transportam as mensagens, esses mesmos utilizadores não têm pejo em repassar para os amigos e conhecidos todas e cada uma das mensagens que recebem.

Por outro lado, cada vez mais as empresas fazem uso de listas compradas de endereços de e-mail. O raciocínio é assim cru e simples: não faz mal aborrecermos 500.000 utilizadores se 500 deles tornarem-se nossos clientes. E esses endereços muito frequentemente são obtidos de maneiras menos correctas e, muitas vezes, sem o conhecimento ou o consentimento do utilizador.

Há empresas, tais como bancos e revistas, que despudoradamente vendem a lista de endereços de seus clientes para empresas não-concorrentes. Há sites na Internet que conseguem de alguma maneira o endereço dos visitantes e depois vendem as listas. Muitas dessas mensagens que circulam pela Web têm o objectivo real de recolher endereços que depois serão vendidos. Há utilitários chamados spider que percorrem as páginas na Web a recolher endereços que serão depois vendidos.

Segundo recente pesquisa da Pew Internet and American Life Project, 86% de todos os utilizadores pesquisados preferem que as empresas solicitem sua permissão para utilizar sua informação pessoal (o que é chamado opt-in, isto é, ter a opção de ser incluído na lista). Espantosamente, a Federal Trade Commision, apoiada por um consórcio de empresas de publicidade na Internet, adoptou a abordagem opt-out, isto é, ser incluído na lista de qualquer maneira desde que tenha a opção de sair dela, geralmente através da resposta da mensagem com o assunto 'remover' para um certo endereço. E 37% dos utilizadores relataram receber spam, 70% das quais eram publicidade. E a legislação de muitos países, incluindo o Brasil, seguiu essa orientação. Para piorar, a tal opção opt-out muitas vezes inclui um endereço falso, o que contorna a exigência legal mas não nos dá hipótese de livrarmo-nos daquele spam.

Também costuma receber mensagens de solidariedade que repetem-se ano após ano, pois não? Ou avisos de vírus tão perigosos que não só apagarão seu disco rígido como até, talvez, o cartão de crédito e a luz? São rumores ou boatos mas que também nos enchem a caixa do correio.

Por exemplo, aquela história da última vontade de Craig Shergold, paciente de cancro, de entrar para o livro dos recordes com o maior número de cartões recebidos foi verdade no início. Agora, 12 anos após ter conseguido seu intento, a Fundação Make a Wish ainda recebe centenas de cartões, mais de um milhar de chamadas telefónicas e milhares de mensagens de correio electrónico por mês. Isto tornou-se um pesadelo na vida de Craig Shergold e um peso no orçamento da fundação para atender os telefonemas, responder às cartas e e-mails e suportar a frustração de todos aqueles que se sentem enganados. É um desrespeito ao trabalho tão importante que a entidade faz.

Grandes empresas não operam através de correspondências do tipo "corrente". Bill Gates não está a oferecer $1000 e a Disney não está a dar férias grátis. Não existe uma companhia de alimentos infantis que esteja a enviar cheques. A Procter and Gamble não faz parte de cultos satânicos e o seu logotipo também não é satânico. A MTV não lhe dará o direito de ficar nos bastidores se você remeter correspondências para um grande número de pessoas. Etc., etc.

Sim, de facto, existem mulheres que estão realmente sofrendo no Afeganistão e no Zimbabwe, mas reenviar um e-mail não vai ajudar em nada esta causa. Regra geral, e-mails "abaixo assinados" são falsos. E, de qualquer forma, não são minimamente considerados por quaisquer pessoas que tenham algum poder sobre o que está ser denunciado.

Alguém escreveu cinicamente que "As petições pela Internet não valem o papel em que não são escritas."

Mas, na verdade, são pior que isso. Iludem as pessoas de boa vontade a pensar que fizeram algo, que contribuíram, enquanto na verdade, prejudicaram o trabalho e o bom nome de instituições meritórias. Ou desencantam pessoas que ainda acreditam que se pode fazer algo por este mundo tão complicado.

Assim, se você quiser mesmo ajudar, entre em contacto com o seu representante no legislativo ou com a Amnistia Internacional ou com a Cruz Vermelha.

E aconselho ... não, peço, ... que, daqui por diante, apague todos esses peditórios e boatos sem dó nem piedade. E responda aos amigos que lhe enviarem essas mensagens para que façam o mesmo. Melhor ainda, envie-a para o endereço hoaxkill@hoaxkill.com da HoaxKill ( http://www.hoaxkill.com/index2.shtml) que automaticamente enviará a todos os endereços que constem nela uma conveniente mensagem a informar que é apenas um boato sem fundamento, que devem sempre verificar antes de mandar, etc. É o que eu faço. 

Quanto aos avisos de vírus, nunca envie-os adiante sem antes verificá-los num site oficial, tal como o McAfee Virus Information Center ( http://vil.nai.com/villib/alpha.asp ). Veja também, no número de Janeiro desta Newsletter (http://www.reniza.com/newsletter/0101.htm), como se proteger dos vírus.

Se alguém anda sistematicamente a chateá-lo com a mesma mensagem, denuncie-o ao serviço SpamCop ( http://spamcop.net/ ), o que pode levar ao cancelamento do endereço de e-mail de quem nos envia. Note, porém, que os spammers profissionais utilizam endereços grátis do tipo @hotmail.com, o que pode não levar a lado algum.

O programa Outlook tem o prático comando block sender que faz com que o emissor da mensagem seleccionada seja incluído numa espécie de lista negra, de forma que mensagens provindas dele serão automaticamente apagadas dali por diante. Para além disso, dispõe também do comando message rules, que permite criar critérios para que mensagens com um certo assunto, tal como 'win a holiday', ou que inclua certas expressões no corpo da mensagem, tal como 'Shambala', sejam também automaticamente apagadas.

Por último, se tem páginas na Web, sugiro que utilize o script e-mail address protector ( http://www.javascript-page.com/emailprotect.html) que encontrei há dias na Internet e que impedirá a actuação dos spiders.

Boa sorte.

Renato Santos
webmaster@reniza.com

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Escreva-me para newsletter@reniza.com

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NOVIDADES
(http://www.reniza.com/novidades.htm)

Programa SempreEmForma

Os clientes do DynaFlex, tem à sua disposição, grátis e sem nenhum compromisso, um programa SempreEmForma.

Trata-se de um programa personalizado de saúde on-line baseado em informações antropométricas, hemodinâmicas, comportamentais e de hábitos nutricionais, incluindo dietas personalizadas, balanceadas geradas de acordo com as características individuais ( não pré-formatadas) e uma prescrição personalizada de exercícios aeróbios, respeitando a individualidade biológica.

Cada programa da SempreEmForma custa normalmente R$ 18 (cerca de Esc. 1.800$). Mas, graças a esta parceria, os clientes do DynaFlex que desejarem podem receber um código que facultará o programa gratuitamente.

Esta oferta é o resultado de uma uma parceria que a RENIZA - Ideias Originais pela Internet - estabeleceu com a empresa Healthyou2000 Ltda., criadora do site SempreEmForma (http://www.sempreemforma.com.br/provedor.asp?cod=rensf) que tem como objectivo principal cuidar da boa forma e saúde das pessoas pela Internet.

Esta campanha tem duração limitada pois as senhas são válidas apenas até 31 de Março.

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ou qualquer outro tipo de mensagens.

Também não damos seguimento a mensagens genéricas (sobre novos vírus, criancinhas com cancer, etc.) com listas em aberto de endereços e fazemos uso dos serviços HoaxKill ( http://www.hoaxkill.com/index2.shtml ) e McAfee Virus Information Center ( http://vil.nai.com/villib/alpha.asp ) para confirmá-las. Não enviamos mensagens não solicitadas (spam) e lutamos activamente contra elas. Inclusivamente, fazemos uso do serviço SpamCop ( http://spamcop.net/ ) para denunciá-las, o que pode levar ao cancelamento do endereço de e-mail de quem nos envia.

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terça-feira, 15 de abril de 2003

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