|

Malba Tahan Newsletter
A Matemática no
dia-a-dia
nº 18 - Abril
de 2003
|
|
Conteúdo
Artigo
Um livro
Humor
A ver
Notícia
Fórum
Cartões
Virtuais
Livro
de Visitas
Assinaturas
Copyright
|
Já somos mais de
2200 assinantes!
Dia 15 de Fevereiro, com a Edmee Gomes
da Silva,
a Malba Tahan Newsletter atingiu
finalmente os 2000 assinantes em 20 países! Dia 10 de Janeiro, o Leandro
do Nascimento Diniz tornou-se o assinante n° 1800, dia 28 de
Janeiro, a Patrícia Artioli, a assinante n° 1900, dia 4 de Abril, a
Vania Bertholdo, a assinante n° 2100 e dia 13 de Abril, com a Gisele
Karina, a Malba Tahan Newsletter
atingiu 2200 assinantes! O
Grupo de
Desenvolvimento já conta hoje com mais de 0 membros! Muito
obrigado a todos pela confiança e apoio.
Recentemente, inscreveram-se o Freddy,
da Bolívia; o Penner,
da Áustria; o Amos Nattini, de Cingapura; a Laura Constanza, da Colômbia; a Marcelia
Caudill, a Carina e o Joseph Barboza, dos EUA; o Elvis Leo Quinto
Gonzales, o Cristhian Gonzalo, a Stephanie, o Pedro Puma Condori, o Miguel e a Sulma e o
Oscar Tinoco, do Peru; a Sonia Regina, do Paraguai e a Deyna, do México. Bem vindos a todos!
Avise um amigo sobre a
Malba Tahan Newsletter!
Estou utilizando o
GetResponse,
um excelente serviço para enviar esta Newsletter, que recomendo a quem
tenha ou pense ter uma Newsletter. No entanto, nada é perfeito.
Adicionei novos desafios no site, por
colaboração do Tarso Marrachini, do Célio Alves,
da Maria Isabel Farinha, da Alessandra Rocha Lima, da Susete Gonçalves e do Ricardo Rafael:
Teste de
concentração,
Lucro máximo,
Na
oficina,
Pesquisa eleitoral,
Uma
Pizza para três,
Lógica
Matemática,
A Maria e as maçãs,
Dois
compadres e
Dois números. Muito obrigado a todos! Desenterrei também alguns
desafios dos meus empoeirados arquivos:
O Clube
VM,
Datas Palíndromas,
O
Espetáculo de Gala,
Andando de Bicicleta,
Um
Germe Estranho,
Um
Minuto Antes,
Os
Corredores de 100 Metros,
Peixes aos Bocados,
Os
Círculos do Liceu e
A, B,
C.
Talvez não saiba que fui entrevistado
pelo Inforgamitando, informativo quinzenal da
Escola Oga Mitá (Rio de Janeiro).
Veja a
entrevista.
Talvez já tenha notado que o site da Matemática Divertida está com
endereço novo no domínio próprio:
www.matematica-divertida.com.
Note porém que, por questões técnicas,
alguns recursos do site continuarão no domínio reniza.com e isso pode
levar ao aparecimento de algumas falhas no site. Estou corrigindo-as mas
se notar algum problema, por favor,
avise-me. Aproveite para atualizar seus Favoritos:
Em Março, comemorei meu aniversário e
pedi aos meus amigos, em vez do habitual presente, difícil de escolher,
que oferecessem alimento não perecível para ser doado a uma entidade
merecedora. Não, não sou nem nunca fui petista nem
simpatizante do Lula mas é verdade que fome não tem partido. Por outro
lado, acredito que 'dar para receber' é um princípio universal, sem
relação com religiões ou filosofias. Assim, neste momento difícil que o
mundo atravessa, convido a oferecer 1 kg de alimento não perecível a um
lar de idosos, orfanato ou qualquer outra entidade merecedora aí próximo da sua
casa. Somos mais de 2200 assinantes; imagine oferecermos, juntos, 2
toneladas de alimentos! Muitas pessoas ficarão agradecidas.
Este mês, o artigo da
Malba Tahan Newsletter é sobre
A Matemática no dia-a-dia.
Dia 1 de Janeiro mudei-me
definitivamente com a família para o Brasil! Infelizmente, por falta de
condições técnicas, a Malba Tahan Newsletter sofreu uma falha na sua
periodicidade. Espero, agora, conseguir restabelecer o ritmo mensal.
Obrigado a todos pela paciência!
Com o avanço das tecnologias, sistemas
automáticos de bloqueio de mensagens não solicitadas (spam)
procuram, entre outros critérios, links em vermelho, típicos
dessas mensagens. Assim, para evitar que deixe de receber a
Malba Tahan Newsletter, tive que
mudar-lhe as cores, como já deve ter notado!
Até Maio!
Renato P. dos Santos
editor
malbatahan@matematica-divertida.com |
| Neste
número
A Matemática no dia-a-dia
Um livro
Humor
A ver
Fórum
Cartões
Virtuais
Livro
de Visitas
Assinaturas
Copyright
|
|
A Matemática no dia-a-dia
O Sérgio Silva escreveu-me há algum tempo:
Escrevo-lhe para lhe pedir que, numa das
suas próximas edições da Malban
Newsletter, abordasse uma aplicação matemática a vida real. Claro está que
nem todos aqueles que recebem a Newsletter são matemáticos ou grandes
conhecedores da matéria, mas tenho a certeza que se interessam.
Como professor, já ouvi muitas vezes a
famosa pergunta: "Mas para que serve a Matemática?" Ou a versão mais
direta dela: "O que é que eu faço com isso?"
Claro que quem já leu
O Homem que Calculava, lembra-se que Beremís surpreendia sempre seu
amigo encontrando a Matemática em tudo, desde a corda com que crianças
brincavam até o turbante que lhe foi oferecido.
Na verdade, ele estava correto. Para onde
quer que olhemos, encontramos curvas matemáticas, formas geométricas
prodigiosas. Basta lembrar, por exemplo, a interessante questão da
harmonia visual e do
número de ouro.
Mas não quero seguir por essa direção.
Prefiro tratar a questão do ponto de vista mais prático. Pode-se dizer que
a Matemática está presente no nosso dia-a-dia de seis formas: contar,
medir, localizar, conceber/construir, explicar e jogar.
Logo pela manhã, quando toca o despertador,
começamos a utilizar a Matemática. Se o relógio for digital, lemos as
horas, isto é, interpretamos aqueles números do mostrador como
representando uma quantidade de tempo transcorrida desde a meia-noite. Se
for analógico, avaliamos essa mesma quantidade através da posição relativa
dos ponteiros, isto é, avaliamos ângulos desde o ponto de referência e
convertemos esses ângulos na tal quantidade de tempo. Na prática, a
quantidade que nos interessa é quanto estamos atrasados e avaliamos quanto
temos que correr para estar numa certa hora num certo local, seja na
escola ou no trabalho. Durante o dia, repetiremos este processo inúmeras
vezes para não perdermos nossos compromissos. E faremos essas avaliações
de forma tão automática que não nos daremos conta da complexidade
matemática envolvida. Assim que
abrimos os olhos pela manhã, a primeira coisa que fazemos é nos localizar
no ambiente, nossa distância com relação à parede, à porta, ao chão, etc.
Sem essa localização, é impossível estabelecer um percurso que nos leve da
cama ao banheiro. Durante o dia, faremos inúmeras localizações deste tipo,
de forma tão automática que poderemos estar lendo uma revista enquanto
andamos pela rua e não só evitaremos obstáculos e outras pessoas como nos
orientaremos para saber quando deveremos dobrar à direita ou esquerda para
chegar aonde desejamos. No carro, poderemos estar conversando com alguém
no banco ao lado, enquanto seguiremos pelo percurso desejado, mantendo a
devida distância dos carros vizinhos. Teremos ainda de nos localizar
temporalmente, construir e seguir agendas e cronogramas. Todas essas
localizações, ainda que espontâneas e sem a complexidade envolvida na
confecção de mapas, envolvem referenciais baseados na Matemática.
No banheiro, para escovarmos os dentes,
avaliamos a quantidade adequada de pasta de dentes sobre a escova. É uma
avaliação de volume que, novamente, fazemos inconscientemente. É famosa a
história da fábrica que aumentou seus lucros simplesmente aumentando o
diâmetro do furo do tubo de pasta - muitos consumidores foram levados a
consumir mais pasta simplesmente porque estavam acostumados a avaliar o
volume simplesmente pelo comprimento do cilindro de pasta colocado sobre a
escova. Durante o dia, faremos inúmeras avaliações visuais de volumes os
mais variados: o cone do açúcar na colher do café, o elipsóide do xampu na
palma da mão, etc. Isso, sem falar nas avaliações de distância, de peso,
de temperatura, de velocidade, de força, etc. que faremos simplesmente
para conseguirmos nos mover e utilizar objetos durante todo o dia.
Para apanhar o ônibus ou o táxi, pagar o
pedágio ou a gasolina, temos que calcular preços, contar moedas ou cédulas
de dinheiro. Durante o dia, contaremos inúmeras coisas, desde as páginas
daquele relatório que temos que ler, os alunos presentes na sala, as
laranjas que levaremos para casa, os dias que faltam para o fim do mês,
etc. Aqui nem preciso enfatizar como a Matemática está presente.
Durante o dia, aparecerão inúmeros
desafios, menores ou maiores, para os quais teremos de criar projetos e
estratégias e trocar informação com colegas, desde a escolha da
alternativa para a avenida congestionada à proposta de aumento de verba
para o projeto, passando pelas férias do verão, pela pescaria do domingo e
pelo pedido de aumento ao chefe ou ao pai. Para isso, usaremos esboços,
esquemas, desenhos, diagramas e gráficos, todos com base matemática.
Depois de tudo, nada como um joguinho para
relaxar. Mas a Matemática não nos abandona! Não há jogo que não tenha base
matemática, seja na contagem de pontos, na geometria do tabuleiro, na
estratégia de vitória ou na programação do computador ou do game.
Só pelo fato de realizarmos todas essas
atividades sem pensar em Matemática, não quer dizer que ela não esteja
presente a cada instante. A Matemática foi criada espontaneamente pelo
Homem para auxiliá-lo nas suas tarefas diárias mais banais. Povos dos mais
primitivos têm sua própria Matemática desenvolvida em algum grau. Um ramo
muito interessante da Matemática é a Etnomatemática que justamente estuda
e compara essas matemáticas espontâneas, como surgem e como são utilizadas
no dia-a-dia dessas culturas. Não é
porque ela tenha sido formalizada, estruturada e axiomatizada pelos
Matemáticos que ela abandonou o dia-a-dia humano. Sucede que a Matemática
que nos é ensinada na escola é freqüentemente muito abstrata para que
vejamos qualquer ligação com nosso quotidiano. Seymour Papert, o criador
da linguagem LOGO, dizia: “O tipo de matemática
impingido às crianças na escola não é significativa, divertida e nem mesmo
muito útil.” Muitas vezes o professor não consegue torná-la significativa
para seu aluno. Para que serve a
Matemática? Lacroix, o precoce geômetra francês, responderia que os mais
preciosos frutos do aprendizado de Matemática são “o gosto pela exatidão, a
impossibilidade de se contentar a si próprio com vagas noções ou de tomar
por base meras hipóteses, a necessidade da percepção clara da ligação
entre certas proposições e o objetivo em vista”, habilidades extremamente
úteis em qualquer campo de atividade.
Até Maio! Renato P. dos Santos
matematica@matematica-divertida.com
topo |
|
Um livro
Números Pares, Ímpares e Idiotas
Apanhando o tema dos números pares e ímpares, os autores, com uma
série de contos, constroem toda uma vida secreta para os números, com suas
desilusões, complexos, intrigas e perseguições. Como o número dez, que se
acha superior por ser o dobro de cinco mas, secretamente, sentindo-se
inferiorizado por ser a metade de vinte. Deliciosa leitura.
De Juan Jose Millas & Antonio Fraguas Forges, pela
editora Arx.
topo |
|
Humor
Um topologista é alguém que não sabe a diferença entre
uma xícara de café e uma rosquinha.
topo |
| A ver
Este site procura analisar a presença dos números na
nossa cultura. Permite verificar a 'popularidade' dos números segundo sua
presença na Internet.
topo |
| Notícia
Em Outubro de 2003 devo estar no
8º EGEM - Encontro Gaúcho de Educação Matemática,
em Pelotas (RS), apresentando um minicurso sobre este site. Se puder,
apareça. Conheça a história deste site, as experiências que tenho tido com ele
e detalhes de como ele funciona.
topo |
|
Fórum da Matemática Divertida
Este Fórum objetiva abrir o diálogo a
todos entre si, para trocarmos experiências, dúvidas, notícias, sempre
no contexto da Matemática Divertida.
Visite-o aqui. Para colocar uma nova mensagem, clique em
'Colocar Mensagem'.
topo |
Cartões Virtuais
Já enviou um cartão
virtual do site da Matemática Divertida para seus amigos?
É fácil!
topo |
|
Livro de Visitas
Já
assinou
o Livro de Visitas do site da Matemática Divertida?
topo |
|
Assinaturas e
Privacidade
Esta Newsletter é editada em homenagem
ao matemático brasileiro Júlio César de Mello e Souza Malba Tahan que
criou e adotou a personalidade do calculista árabe Malba Tahan.
Clique aqui para saber mais sobre esta
personagem.
Números anteriores podem ser encontrados
aqui.
Utilizo seu endereço unicamente para
enviar estas mensagens. Não os cedo, informo ou utilizo de qualquer outra
forma. Principalmente, não envio publicidade ou qualquer outro tipo de
mensagens.
Também não dou seguimento a mensagens
genéricas (sobre novos vírus, criancinhas com cancro, etc.) e faço uso
dos serviços HoaxKill e McAfee Virus Information Center para
confirmá-las. Também não envio mensagens com listas em aberto de
endereços nem envio mensagens não solicitadas (spam) e luto
ativamente contra elas. Inclusivamente, faço uso do serviço SpamCop
para denunciá-las, o que pode levar ao cancelamento do endereço de
e-mail de quem os envia.
topo |
| |
Copyright
A reprodução
integral ou parcial desta mensagem para uso comercial é estritamente
proibida sem autorização prévia expressa do autor.
A reprodução
para uso pessoal ou educacional é permitida com a citação da fonte,
inclusão do Copyright © 2002 Renato P. dos Santos e aviso ao autor.
powered by
- the
world's smartest autoresponder!
topo
|
|