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Cadê meu um Real??

Malba  Tahan
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Um problema matemático com implicações político-conjunturais.

Eu, Tu e Ele fomos comer no restaurante e, no final, a conta deu R$30,00.

Fizemos o seguinte, dividimos a conta e cada um deu R$10,00:

Eu: R$10,00.
Tu: R$10,00.
Ele: R$10,00.

O garçom levou o dinheiro até o caixa e o dono do restaurante disse o seguinte: - Esses três são clientes antigos do restaurante, então vou devolver R$5,00 para eles! E entregou ao garçom cinco notas de R$1,00.

O garçom, muito esperto, fez o seguinte: pegou R$ 2,00 para ele e deu R$1,00 para cada um de nós.

No final ficou assim:

Eu: R$10,00 (-R$1,00 que foi devolvido)= Eu gastei R$9,00.
Tu: R$10,00 (-R$1,00 que foi devolvido)= Tu gastei R$9,00.
Ele: R$10,00 (-R$1,00 que foi devolvido)= Ele gastei R$9,00.

Logo, se cada um de nós gastou R$9,00, o que nós três gastamos juntos foi R$27,00. E se o garçom pegou R$2,00 para ele, temos:

Nós: R$27,00
Garçom: R$2,00
TOTAL: R$29,00

PERGUNTA-SE: Onde foi parar a droga do outro R$1,00???

Elementar meu caro Watson.

Há muitas hipóteses para o sumiço do um real...

  1. Quando o garçom foi chamado para a mesa, antes de pedir a conta, o mercado contava com a Roseana Sarney como candidato a presidência. Ao pedirem a conta e no final da contagem geral, a polícia federal descobriu o tal do um Real no cofre da empresa de seu marido e esta, desconsolada, retirou sua candidatura;

  2. Entre a entrega do troco e a contagem final dos gastos, estava vencendo um contrato do Brasil com investidores externos. Tal vencimento impulsionou o dólar para uma alta, desvalorizando o real e assim, este sem nenhuma forca, evaporou-se no caminho. Afinal, não serviria mais para nada! O garçom colocou a culpa na ascensão do Lula nas pesquisas do IBOPE;

  3. O valor da esperteza do garçom (sua retirada) era atrelada ao dólar. Assim, no momento de sua retirada o valor era somente de R$ 2,00, porém ao entregar o restante a mesa o dólar disparou e os mesmos R$ 2,00 valiam agora R$ 3,00;

  4. Na verdade, os três amigos não estavam comendo, mas sim bebendo e como todo bêbado, achavam que estavam sóbrios o suficiente para contar...

  5. O garçom entregou uma nota de dois e uma de um Real, porem, como eles moram no interior (em Santo António do Rio sem Peixe) não sabiam que uma nota de dois vale realmente dois Reais e não um!

  6. Se desconsiderarmos o mercado externo e fizermos uma análise endógena ao restaurante, considerando ceteris paribus as demais variáveis, observamos que a curva IS-LM sofreu um efeito deslocamento, devido a política monetária adotada.

  7. Olha para o chão, desgraça!

  8. O um Real foi gasto no pedágio entre o balcão e a mesa;

  9. Se a questão toda é essa eu dou o um Real e todo mundo fica feliz! Oxe!

  10. ISTO É INCRíVEL!!!!

Tá lançado o desafio! Quem achar o tal do um Real pode ficar com ele!

 

(colaboração de Priscila Loyola)

   

 

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Esta página foi atualizada terça-feira, 29 de abril de 2003